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28/12/2007 10:19
"VENDA" DAS CONTAS MUNICIPAIS: O QUE ACONTECEU?

As negociações para a transferência das contas do município, ao que tudo indica, foram feitas num ambiente de sigilo e até mesmo de enganação. É esta a impressão nítida que se tem, ouvindo-se a gerente da agência local do Banco do Brasil. Segundo a Sra. Eliete, o prefeito sentou-se com ela e com um gerente regional do banco, disse que estava "precisando de dinheiro". Os valores foram acertados, ficando para ser assinada, logo em seguida, uma espécie de contrato. Hoje, sabe-se por fontes seguras que, ao se sentar com o Banco do Brasil, o prefeito já havia fechado negócio com o Bradesco. Por isso, ficou incomunicável para o Banco do Brasil, quando o gerente regional tentou diversas vezes localizá-lo, sem êxito. Nesse momento, entrou em contato com a gerente Eliete, relatando o fato e apresentado os números de telefone do prefeito que não atendiam em hipótese alguma.
Segundo a gerente Eliete, ao restabelecer o contato, o Banco do Brasil ofereceu o mesmo valor ofertado pelo Bradesco e o prefeito afirmou que consultaria o setor jurídico da prefeitura e emitiria uma resposta que, até hoje, não foi dada.
A grande questão que se impõe é a seguite: O que significa para o município o enfraquecimento da agência BB, em decorrência da retirada das contas?
Bem, um programa como o AABB Comunidade certamente vai sair prejudicado. A agência, segundo a própria gerente, não vai fechar as portas, em curto ou médio prazo, mas, pode vir a se transformar num mero posto de atendimento. Isso é bom para Riachão do Jacuípe?
Hoje, o município tem, de fato, hum milhão a mais para gastar, e é de se admitir que qualquer administrador gostaria de obter tais recursos. Diante disso, a outra questão é: Essa administração tem sabido aplicar recursos? Ou ainda: A forma do prefeito negociar com o Banco do Brasil, representando o povo jacuipense, foi ética?
Vereador José Avelange.
enviada por Mandato Popular
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