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04/02/2008 11:38

O ANO DA SORTE DA SOCIEDADE JACUIPENSE




Este deve ser o ano da sorte da sociedade jacuipense. Para isso, é preciso que existam duas coisas. Primeiro, uma alternativa política digna de confiança e depois um avanço de consciência do povo para votar corretamente. Sem isto, a sorte pode ser mal aproveitada.
Os jovens desempregados que não gostam de estudar, os pobres freqüentadores das vendas, nas comunidades, onde políticos interesseiros pagam a pinga, os trabalhadores simples do campo que muitas vezes não são capazes de discernir a verdade das coisas... São estas pessoas que acabam decidindo as eleições porque formam uma maioria facilmente controlável por quem tem em mãos o dinheiro, as emissoras de rádio e até mesmo a máquina pública para percorrer o município sem retirar do bolso um tostão.
Até aqui, tem sido assim e sempre será, a menos que comece desde agora um movimento de consciências em que as pessoas mais preparadas passem a educar as outras para a cidadania, com enfoque no ano eleitoral.
O jacuipense é um povo bom e bem disposto. Se houver conversa amigável e sincera, as pessoas vão entender que alguns políticos que se acham em evidência infelizmente não sabem governar com a coletividade nem com transparência. Querem a prefeitura para engrandecimento pessoal e enriquecimento fácil.
Penso que este ano deve ser aberto aos jovens, principalmente aos estudantes, para serem os puxadores de algo que seja realmente novo, no município. Para isso, é preciso que se apresente uma alternativa política de qualidade, porque não adianta dizer ao povo que ele deve votar corretamente, se não houver uma opção realmente coerente com a ética e a moralidade pública.
O problema é que, nesse meio político, as pessoas vivem tensas e chateadas umas com as outras. É preciso aparar as arestas. A essa altura, a indefinição quanto à sucessão municipal é grande. Na verdade, os políticos ficam à espreita uns dos outros porque todos os que pretendem se lançar candidatos querem apoio. Insisto em minha tese de que pessoas públicas que dão mau exemplo devem ser isoladas deste processo e que aquelas outras que têm um currículo limpo ou que estejam se depurando de equívocos passados, por conta das conseqüências já enfrentadas, se unam em torno da construção da mencionada alternativa decente.
E assim, vamos adiante. Não podemos continuar aquele velho ciclo em que muda-se para melhorar, a melhora não vem, então, volta-se ao que era antes. Riachão não comporta mais esta mentalidade. É preciso testar possibilidades. Tenho para mim que o momento é oportuno. Se a sociedade perceber isso e trabalhar, a boa sorte vem. Caso contrário, viveremos na mediocridade por anos a fio.
José Avelange

enviada por Mandato Popular






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